Budismo y el Sexo

24 07 2007

Sexo, sexualidade e gênero sob a perspectiva do Budismo

Material baseado em “Sex, Sexuality and Gender” de Win Hunter e John Delnevo, publicado no “UK Express Nº 296″, revista oficial da Soka Gakkai Internacional do Reino Unido, Fevereiro de 1996.Tradução não oficial para o português: Ariel Ricci.


É menino!”, disse a parteira. Mas, o que foi o que viu a parteira para lançar semelhante afirmação? Os genitais do bebê, evidentemente.

Isto dos genitais parece ter sido sempre algo muito importante para os pais, que querem saber se o bebê tem boa saúde, se não nasce com algum problema ou malformação e, claro, se é fêmea ou macho. Inclusive no registro obrigatório do nascimento da criança se requer justamente esse dado. O que é? Homem ou mulher?

E na realidade o dado sobre os genitais não é algo banal, se levamos em consideração que no futuro terá peso sobre âmbitos tão díspares como a carreira profissional, o possível ingresso nas forças armadas, a escolha de uma pessoa para compartilhar a vida. Dependendo do âmbito cultural e socio-econômico ao qual esta criança pertencer, já desde o seu primeiro choro nos braços da parteira terá se depositado sobre ele uma grande quantidade de anseios diferentes sobre como esta criança se desenvolverá no futuro e o que chegará a ser. Quer dizer que, para muitos de nós, a identidade está intimamente ligada ao gênero sexual.

As diferentes culturas e sociedades através da história têm lidado com o tema das condutas sexuais de diversas maneiras, as vezes desde a lei, as vezes pelo costume, as vezes com sanções contra aqueles que romperam os códigos estabelecidos. Os códigos morais tem se transformado e evoluído, decidindo sempre o que pode ser catalogado como “correto” ou “natural” e o que não é, e as pessoas têm sido compelidas a aceitar uns ou outros códigos, talvez para pôr um sentido a um tema que não deixa de ser bastante confuso.

Dentro dos diferentes contextos culturais, o do Budismo resulta sumamente refrescante se pensamos que não propõe regras sobre o que está bem ou o que está mal, o que é ou não apropriado em relação à conduta sexual. Não existe uma lista do que deve e não deve se fazer para aqueles que praticam o Budismo de Nitiren Daishonin. Pelo contrário, aqui a responsabilidade cai completamente em cada um dos indivíduos que praticamos esta filosofia, que nos assumimos como responsáveis de tudo o que ocorre nas nossas vidas, incluindo a maneira em que decidimos viver a nossa sexualidade.

O Budismo ensina que devemos ter um respeito fundamental por cada indivíduo e pela dignidade da vida em si mesma. Não existe nenhum mandamento que nos obrigue a renunciar a nada para poder praticar o Budismo, já que a sabedoria de como devemos comportar-nos emerge, justamente, da prática, quando oramos Nam-myoho-rengue-kyo, compreendendo que cada causa que realizemos terá um efeito sobre nossas vidas. Nitiren Daishonin nos diz que todos podemos manifestar o estado de Buda la tal como somos.

A discriminação

Partindo de que ninguém é incapaz de atingir a iluminação, está claro que não existe lugar para a discriminação baseada no gênero ou a tendência sexual nos ensinamentos budistas. Em termos do carma, somos quem somos pelas causas realizadas que nos levaram a nascer em determinado âmbito cultural, em determinado momento, com as características particulares que afetam nossa personalidade, habilidades e capacidades físicas e mentais, e também, evidentemente, nossos genitais. Nitiren Daishonin escreve:

“Não deve haver discriminação entre as (pessoas) que propagam os cinco caracteres de Myoho-rengue-kyo durante os Últimos Dias da Lei, sejam homens ou mulheres. Se não fossem Bodhisattvas da Terra, seria impossível recitar este Daimoku”. (END, vol. I, pág. 367)

Nossa verdadeira entidade não tem forma, mas se manifesta com as características que nos individualizam

Em termos da visão budista da eternidade da vida, temos nascido em diferentes circunstâncias e em diferentes tempos, as vezes como homens e as vezes como mulheres. Nossa entidade não tem gênero, não tem sexualidade, de fato, não tem forma alguma. De qualquer maneira, ao nascer dentro de uma existência em particular, manifestamos características físicas mentais e emocionais próprias, por meio das quais nos relacionamos com o resto da sociedade.


A integração

O Budismo ensina que todos e tudo encontra-se interrelacionado no universo. Nossa luta, então, é encontrar o caminho para expressar nossa individualidade enquanto que, ao mesmo tempo, vivemos em harmonia com o resto da sociedade, da qual somos parte integrante. Muitos de nós sofremos ao tentar expressar nossa identidade como indivíduos dentro de uma sociedade na que existem todo tipo de discriminações, a qual muitas vezes ataca a aqueles que não se conformam com certas “normas”. De fato, os papéis sexuais têm variado através da história e nas diferentes culturas. Os costumes de que sejam as mulheres as que se encarreguem de criar as crianças, em vez dos homens, tem sido utilizado muitas vezes para delinear certas normas. Apesar de que, naturalmente, existem fatores biológicos que nos diferenciam a uns de outros, o que é questionável é que o fator biológico em si seja parâmetro para definir nosso papel na sociedade.

Troca de papéis

Os papéis costumam mudar de acordo com variações socio-econômicas. Por exemplo, na Grã Bretanha, durante a Primeira Guerra Mundial, as mulheres começaram a executar uma série de tarefas que tradicionalmente realizavam os homens. Esta mudança, que permitiu à mulher assumir maior responsabilidade social na ausência dos homens, resultou crucial na dinâmica posterior da relação homem-mulher. Levou depois a modificações mais profundas como, por exemplo, o voto feminino. As mudanças costumam acontecer a partir das ações daqueles que negam-se a aceitar passivamente essas normas. Se aquele que se opõe resulta ou não discriminado, isso depende do clima social que prevalecer nesse momento. Antes da Primeira Guerra Mundial, os homens e mulheres que lutavam pelo voto feminino, eram socialmente condenados; mais tarde, o meio tinha mudado o suficiente para permitir-lhes o sucesso na sua luta.


O grupo que possui maior poder econômico é, geralmente, quem maior influência exerce na definição das normas sociais. O mesmo ocorre numa simples relação entre duas pessoas e pode ser exemplificado também claramente ao fazer uma descrição de classes sociais em qualquer sociedade. Quando existe desequilíbrio aparecem normas doentias que servem para sustentar o abuso de poder. Os papéis de “vítimas” e “vitimário” evolucionam em relações que criam uma perpetuação do esquema cristalizando às vítimas numa determinada camada social ou grupo humano que se sente demasiado débil para reconhecer seu próprio poder e exerce-lo.

A ausência de mandamentos no Budismo

No Budismo não existe o conceito de “pecado”. Todas as pessoas somos igualmente merecedoras de respeito pois todos possuímos o estado de Buda. Mas só quando tomamos uma completa responsabilidade sobre a nossa situação podemos usar o imenso poder de nosso estado de Buda para modificar nossa situação; então, o “vitimário” pode modificar seu impulso de gerar sofrimento, e a “vítima” mudar sua tendência de ser oprimida. Neste sentido, todos somos livres de usar nosso potencial.

O Budismo carece de uma lista de “mandamentos”, porque considera que basear a conduta humana em regras externas pode gerar uma sensação de temor a uma retribuição negativa de origem externa, por parte de um “outro” que decidiria nosso destino segundo nossa resposta ao código de conduta, o que vai contra a filosofia da Causa e Efeito. Nas religiões que tem este tipo de mandamentos, romper esse código moral equivale a “pecar”, e isso gera uma sensação de “culpa”, conceito ao qual também não lhe é dada uma entidade verdadeira no Budismo.

Não podemos mudar nossas ações passadas (a série de causas-efeitos correspondentes já estão gravados), mas podemos reconhecer de coração o dano que temos causado à dignidade de nossa própria vida ou de outras, e orar ao Gohonzon aceitando plenamente a Lei de Causa e Efeito. Cada recitação sincera do Daimoku o é. E é importante também interiorizar a idéia de que não existe força externa que nos castigue, e sim retribuições cármicas de nossas próprias ações, das quais só nós mesmos somos responsáveis. Somos responsáveis de tudo o que nos acontece.

O respeito

Ao abraçar a Lei Mística e orar Nam-myoho-rengue-kyo perante o Gohonzon, estamos expressando um profundo respeito para a função única que tem cada existência no universo, baseados em que toda vida possui o estado de Buda inerente, cujas qualidades são: benevolência, sabedoria, coragem e força vital.

Sobre o equilíbrio numa relação, Nitiren Daishonin comparou a marido e mulher com as asas de uma ave, que deviam movimentar-se harmoniosamente para poder permitir-lhe à ave voar. Isto significa que ambos os integrantes do casal devem basear sua relação no respeito mútuo.

Desejos mundanos e sexualidade

O sexo é uma força dominante na vida. Até porque é o meio da nossa perpetuação e sobrevivência e é nesse aspecto no qual muitas sociedades fundamentam seu conceito de que a procriação é a única função legítima da sexualidade. Porém, nós temos notáveis diferenças com o resto do mundo animal. Para começar, não respondemos a “estações” para a procriação, pelo contrário, somos capazes de manter um sexo ativo a qualquer momento, inclusive após a menopausa feminina. Nosso corpo está coberto de zonas erógenas e, além do mais, expressamos nossas emoções também através da sexualidade.

Se dermos uma olhada geral, podemos afirmar sem temor a equivocar-nos que o ser humano não tem se destacado por ser incrivelmente destro na condução da sua sexualidade. Talvez nos custe admiti-lo, porque sabemos que algo muito forte esconde-se detrás de tudo isso que reunimos sob a categoria de “sexo”. Todos reconhecemos na nossa própria experiência aquele momento de nossa adolescência no qual começamos a lidar com o sexo, aonde ainda nem sequer tratava-se do temor para com o outro, para o como acercar-nos ao nosso objeto de desejo, e sim do profundo temor para com nós mesmos, ao perceber essas “forças” que começavam a mexer-se no nosso interior e com as quais não sabíamos o que fazer.

Algumas pessoas mostram-se profundamente contrariadas ao conhecer as práticas sexuais de outros, ainda quando estas pessoas nada tenham a ver com a sua vida. Por quê? Se, por outro lado, os gostos das pessoas com alimentos, decoração, moda, não parecem provocar os mesmos sentimentos nos outros, pelo menos não com o mesmo grau de emoção.

O Budismo vê a sexualidade como um dos nossos desejos mundanos, e sabemos, pela filosofia do Budismo de Nitiren Daishonin que, sempre que oramos Nam-myoho-rengue-kyo, os desejos mundanos são a iluminação. No emite o Budismo juízo algum sobre as virtudes e defeitos da sexualidade. A sexualidade, para o Budismo, não é nem boa nem má, simplesmente é. O fato de que a expressão desta sexualidade seja conduzida por um caminho positivo ou negativo depende unicamente do nosso estado de vida quando damos curso aos nossos desejos (ou quando os reprimimos). Por exemplo, se nos sentimos atraídos para com alguém a quem não respeitamos realmente, seguramente a relação sexual estará baseada em algum dos estados baixos da vida, talvez o de Animalidade. Em tal caso, nosso comportamento será governado unicamente pelos nossos instintos, sem deixar espaço à reflexão sobre a conseqüência da nossa ação. Se, ao contrário, oramos Daimoku para esclarecer-nos a nós mesmos sobre o manter ou não uma relação, já estamos inscrevendo essa relação desde o estado de Buda. O resultado poderia ser, inclusive, que decidamos não tê-la, ou que decidamos tê-la e o façamos baseados no mútuo respeito. As pessoas somos diferentes, e reagimos de maneira diferente perante circunstâncias similares, dependendo isto dum verdadeiro cocktail de elementos, no qual o estado de vida é um dos mais importantes. É por isso, também, que no Budismo não poderiam existir “mandamentos” ou regras fixas, sem contradizer sua própria filosofia. Recitar Daimoku permite-lhe à pessoa tomar a decisão correta para a sua vida, mas esta decisão pode ser completamente diferente num caso e outro, ainda que desde fora as circunstâncias pareçam as mesmas.

As ilusões

Naturalmente torna-se extremamente difícil descobrir se nos estamos deixando guiar pelo estado de Buda ao manter uma relação, ou simplesmente nos conduz à paixão. Talvez se deva a isto que religiões e sociedades têm se encarregado de estabelecer parâmetros com os quais regular uma “sexualidade correta”. Claro que podemos compreender que a expressão indiscriminada da sexualidade não seja, provavelmente, uma boa base para a criação de valor; mas o que também devemos saber é que a supressão dos nossos desejos sem examinar a sua natureza pode resultar altamente destrutiva. É justamente a partir deste encontro com os nossos desejos mundanos, de qualquer tipo que sejam, onde atingimos a nossa iluminação.


O tema do poder

Nossa filosofia nos ensina que, tentar ser alguém que não somos, nos conduz necessariamente a sentirmo-nos seres inadequados e faltos de poder, sentimentos negativos que inclusive podem gerar problemas de natureza sexual. Por exemplo, uma pessoa que se sente débil e inadequada, pode maltratar a outros para sentir-se poderoso. Sabe-se que a violação sexual é algo que se refere mais ao exercício do poder do que à sexualidade.

O poder sexual também pode ser utilizado de maneira “subversiva”: Um dos dois pode usar os desejos sexuais do outro para conseguir algo concreto em troca. Os que usam o poder sexual desta maneira, sem dúvida desrespeitam a si mesmos e aos envolvidos.


Criar valor: o tema da missão.

Confundir a nossa identidade atenta contra a nossa missão


Nam-myoho-rengue-kyo, a Lei universal da vida, abraça todas as coisas, pelo que é absolutamente natural orar Daimoku pela nossa sexualidade. A pergunta que necessitamos fazer-nos perante cada relação sexual é: “Cria valor?”. Esta pergunta vale tanto para quando estamos casados, comprometido ou trata-se de uma relação informal.

Os códigos morais vigentes na sociedade da qual somos parte podem nos causar dificuldades a nível pessoal, ou não. Em termos de Budismo, o importante é desenvolver sabedoria para compreender o melhor caminho pelo qual podemos viver nosso “papel” e criar valor na sociedade, independente das normas que prevaleçam. Quando conseguimos levar nossa natureza de Buda a todas as áreas da nossa vida, só então, podemos considerar que estamos nos movimentando com verdadeira liberdade. É através da nossa prática que encontraremos a coragem de expressar-nos tal qual somos, formos quem formos. Como nos diz Nitiren Daishonin, a relação entre o nosso estado de Buda e o nosso corpo físico é importante:

“Em meu coração tenho alguma fé no Sutra de Lótus, mas em meu corpo não sou melhor do que um mortal comum, comendo peixe e carne. Minha vida existe neste tolo corpo, tal como a lua é refletida num lago turvo ou como o ouro é carregado em um saco sujo”. (END, vol. I, pág. 200)

A nossa natureza de Buda é a nossa verdadeira identidade e manifesta-se através das nossas características físicas e mentais. É quando nos sentimos bem com a nossa identidade que fazemos uma boa contribuição à sociedade da qual somos membros. Quando nossas ações baseiam-se numa identidade forte, podemos criar valor, mas para isso é requisito que a gente se conheça a si mesmo sem negar nenhum aspecto da nossa maneira de ser.


O Kossen-rufu

O Budismo é profundamente não-julgador. Ao movimento pelo Kossen-rufu podem-se somar socialistas e conservadores, carnívoros e vegetarianos, heterossexuais e homossexuais; homens, mulheres e transexuais. Baseamo-nos no respeito ao estado de Buda inerente do outro, sem fixar-nos em opiniões prévias que nos levem a sermos preconceituosos. O único que importa realmente é o respeito pela Lei Mística e o respeito pelo próprio estado de Buda. Se ferimos a outra pessoa, estamos desrespeitando o nosso próprio estado de Buda, além do da outra pessoa. Se ferimos a nós mesmos, também desrespeitamos à outra pessoa, porque ela necessita de mim completamente e tal como sou, para que eu possa cumprir com a minha função única no universo, e que a outra necessita de mim.

Existe algo claramente proibido no Budismo? Nitiren Daishonin nos orienta para que tenhamos cuidado com a calúnia para com nós mesmos, para com os outros e para com a Lei Mística. Isto está dito com espírito benevolente, porque a calúnia nos causará infalivelmente muito sofrimento, já que quem calunia não respeita a dignidade da vida. Mas mesmo se temos caluniado e sofremos por essa causa, não estamos “condenados” pela eternidade. Nitiren Daishonin ensina que, por meio de recitar Daimoku perante o Gohonzon, a gente transforma o veneno em remédio. Inclusive o responsável dos atos mais terríveis contra a dignidade da vida pode mudar radicalmente a partir da prática sincera e transformar o seu ambiente. O ensino do Budismo é uma luta constante para conquistar o respeito para si mesmo e para os outros. Em palavras de Ikeda Sensei: “Nada é mais digno de respeito que você mesmo, essa é a mensagem do Sutra de Lótus”.





Dez pontos chaves para obter o

24 07 2007
Dez pontos chaves para obter o
máximo benefício da nossa prática

Por Jeanny Chen, Saratoga, California.

Tradução do artigo publicado na revista Living Buddhism (órgão oficial da SGI-USA) de novembro de 2000. Disponível em http://www.happyjeanny.com

Este artigo está baseado na apresentação realizada na Conferência de Estudo do Norte da California em julho de 2000.

Jeanny Chen nasceu em Taiwan – sendo o chinês sua língua materna – e emigrou aos Estados Unidos em 1986. Teve uma infância difícil em Taiwan. O negócio do seu pai fracassou várias vezes.

“Cada vez, para poder fugir dos credores, tínhamos que mudar para uma nova cidade e começar de novo. Numa ocasião minha mãe foi parar na cadeia durante um ano e meio porque meu pai tinha usado seu nome para montar um negócio e deu cheques sem fundos. Lembro que devido à situação caótica da minha família, fui parar em quatro orfanatos durante minha adolescência. Minha irmã caçula e meu irmão mais velho não conseguiram suportar estes sofrimentos e viraram uns fracassados. Eu virei cínica e ressentida.”

Jeanny tornou-se membro da SGI faz onze anos e desenvolveu dez pontos para obter o máximo benefício da prática através da sua própria experiência. Abre a sua apresentação dizendo:

Gostaria de compartilhar com vocês os dez pontos chaves que aprendi e apliquei durante meus anos de prática. Eles me permitiram conseguir grandes resultados. Não é minha intenção fazer ostentação de dinheiro nem exagerar. Meu único objetivo é ilustrar de maneira concreta os resultados que consegui criar através da minha prática ao Gohonzon.

Gostaria de pedir-lhes que imaginem que tenho um punhado de pedras numa mão e na outra um colar de ouro maciço. É difícil conseguir pedras? São caras ou difíceis de obter? Não! E obter ouro? É muito caro! Não seria maravilhoso se pudéssemos trocar livremente pedras por ouro? Como praticantes do budismo de Nitiren Daishonin, definitivamente temos o poder para fazer um intercâmbio tão inacreditável.

Nitiren Daishonin escreve em “Comportamento do Buda”: “Cada um dos senhores deve acalentar esta resolução: sacrificar a sua vida por causa do Sutra de Lótus é como trocar uma pedra por ouro ou imundice por alimento” (END, vol. 1, págs. 155-156). Em essência, estamos trocando um destino infeliz por uma vida feliz. Conquistamos isto orando seriamente, atuando pelo Kossen-rufu e combatendo as influências negativas na nossa vida e na nossa sociedade. Poderia parecer que precisa-se de muito tempo para mudar os grandes problemas transformar nossa vida desde suas raízes – mas isso deve-se a que o ouro que recebemos em troca das pedras que foram alguma vez nossa vida é: mais boa sorte, mais benefícios e uma felicidade que nunca teríamos imaginado.

1.

Dito o anterior, comecemos com o primeiro dos dez pontos chaves, a fé. Nitiren Daishonin diz em “A Estratégia do Sutra de Lótus”: “Não importando o quão incessante Nitiren ore por você se a sua fé for fraca, será como tentar atear fogo na lenha molhada” (MW, pág. 1.000). É importante que desenvolvamos a nossa fé. Para alguns de nós isto não acontece fácil ou rapidamente.

Há várias coisas que podemos fazer para fortalecer a nossa fé. Primeiro, podemos praticar com afinco para obter resultados ou benefícios. Segundo, podemos assistir às reuniões de diálogo (palestra) e escutar as experiências dos nossos companheiros. Terceiro, podemos estudar as publicações da Soka Gakkai para aprofundar nosso entendimento do budismo. E quarto, podemos entrar em contato com as pessoas com maior experiência na fé para obter orientação e incentivo.

O benefício do Gohonzon é crescente, infinito e não tem limites. Meu filho recomenda-me para ser cuidadosa quando digo “crescente”, porque se digo que a prática deste budismo é “crescente” vou causar medo às pessoas.

Bom, os que duvidarem da validade destes conselhos, pelo menos concedam-me o benefício da dúvida.

2. Missão

Agora, o segundo ponto chave é ter um propósito na vida, uma Missão.

Algumas vezes pensamos que nossa missão deva ser o sofrimento. Porém, porque sofremos, estamos dispostos a esforçarmos na prática deste budismo. Enquanto pratiquemos correta e sinceramente, conseguiremos benefícios e superaremos nossas dificuldades. Estas experiências fortalecem nossa fé e nos permitem mostrar a prova real. Como resultado, teremos o desejo e a credibilidade para iniciar outras pessoas no budismo. Assim, concretizaremos nossa missão de propagar este budismo; precisamos milhares de pessoas que mostrem a prova real, cada uma sob circunstâncias diferentes. Não se trata de que só alguns praticantes tenham boa sorte e desfrutem de benefícios. Todos temos esse potencial.

Qual é nossa missão dentro do budismo de Nitiren Daishonin?

Nossa primeira missão é que cada um de nós seja feliz. A segunda missão é ajudar a outros a serem felizes, que é o que chamamos Kossen-rufu ou paz mundial. É muito importante apoiar nosso mestre, o presidente da SGI, Sr. Ikeda e apoiar a missão da Soka Gakkai Internacional de promover a paz, a cultura e a educação assim como desenvolver pessoas capazes e positivas que se tornem os jovens sucessores para o século vinte e um.


Gostaria de compartilhar com vocês uma história. Depois de ter conquistado as minhas metas pessoais no terreno do dinheiro durante meu terceiro ano de prática, eu já estava pronta para parar de trabalhar. Como nova imigrante chinesa, meu inglês era muito pobre, e pensei que isso me impediria de fazer algo importante. Ao invés de frustrar-me pela minha escassa habilidade com o idioma inglês, orei para poder fazer algo que criasse valor com meu único recurso que era falar chinês. Pouco tempo depois me encontrava escrevendo cartas para meus amigos e boletins (Newsletters) para um grupo de escoteiros que era formado por cem rapazes chineses. Depois, comecei a fazer os boletins (Newsletters) de uma escola chinesa com 1.000 alunos. Decidi que ajudaria naqueles lugares aos quais ninguém mais lhes dava importância. Eu aproveitava meu elevado estado de espírito, a felicidade e a sabedoria que derivavam da minha prática, para escrever com estilo humanístico e com senso de humor. Mesmo não mencionando o budismo, podia alegrar meus leitores e criar uma relação de coração a coração com eles. Quando parei de escrever os boletins, meus amigos me presentearam com uma lâmpada.

Também me deram um cartão assinado por todos que dizia: “Jeanny, você é como uma lâmpada. Brilhas com luz própria e iluminas aos que te rodeiam”. No grupo de escoteiros me converti em algo semelhante com uma heroina e na escola chinesa me apelidaram de “super enlace” entre a escola e os pais de família. Esta era minha forma de trabalhar pelo Kossen-rufu quando ainda não era capaz de compartilhar a filosofia do budismo de Nitiren Daishonin com os outros.

Orava para obter sabedoria e assim poder encontrar minha habilidade e minha fortaleza única; aquilo que pudesse desenvolver como a minha própria missão na sociedade. Atribuía-me missões específicas quando via uma oportunidade.


Quando desde o fundo de nosso coração temos o senso de missão pelo Kossen-rufu, sem que seja uma mera formalidade, conseguimos nossas metas. Um aspecto muito importante sobre a missão é o conceito de espírito Soka. A intenção do espírito Soka é nos permitir atingir o estado de Buda através de vencer a maldade que tenta destruir o movimento do Kossen-rufu e nos afastar de nossa felicidade individual. O presidente Ikeda disse recentemente que ninguém pode permanecer como simples observador nestes tempos críticos. Todos precisamos ser parte da batalha.

3. Metas

O terceiro ponto é ter metas. No livro “Aprendendo do Gosho: Os Eternos Ensinamentos de Nitiren Daishonin”, o presidente Ikeda cita o mestre budista chinês Tien-t’ai, “O coração é como um hábil mestre de pintura”. O presidente Ikeda disse que “devemos pintar no nosso coração a visão de nossa vida, de maneira tão detalhada como for possível. Este “quadro” se converte no desenho de nosso futuro”. Neste sentido, desenhar nosso próprio futuro significa ter metas – nossas metas pessoais, metas com respeito à felicidade de outros e metas com respeito ao movimento de paz da SGI.


Geralmente nos dizem que as metas devem ser específicas e detalhadas.
Devemos estabelecer metas ambiciosas e audazes. Quanto mais incansáveis nos pareçam, maior será a recompensa que sentiremos quando as conquistemos. Também podemos estabelecer metas com as quais nos sintamos cômodos. Basicamente estabelecemos metas para superar dificuldades e criar valor.

Neste ponto, gostaria de compartilhar com vocês a experiência da minha campanha de Daimoku pelo sucesso na carreira do meu esposo. Dois anos após ter parado de trabalhar, tinha acumulado suficiente sabedoria para perceber que tinha que fazer algo muito seriamente com respeito à carreira do meu esposo se quisesse desfrutar a vida dalí em diante. Queria que ele fosse vitorioso para poder estar livre de preocupações de dinheiro de uma vez por todas, já que assim poderia dedicar todo meu tempo para ajudar os outros. Também queria pagar-lhe por todo seu amor. Adicionalmente queria mostrar uma grande prova real para poder propagar este budismo mais efetivamente. Em outras palavras, queria poder ficar na minha casa e não ter que voltar a sair para trabalhar. Tinha vivido na moleza durante dois anos! Naquela época, a muitas fujimbus e joshibus também gostaram dessa idéia!

Inclusive, na conferência de estudo do ano passado, teve um sonembu que fez seu objetivo de orar para que sua esposa fosse vitoriosa, para que ele pudesse ficar na casa. No budismo não há discriminação sexual, assim que, tomara consiga!

Queria que as pessoas valorizassem a habilidade do meu esposo para que ele pudesse ter sucesso e avançasse na sua carreira. Eu tracei uma meta muito ambiciosa, que nunca teria sequer imaginado se não estivesse praticando este budismo. Fiz com grande meticulosidade no referente ao “como”, “que” e “para que” deveria ele chegar a ter um grande sucesso. Não estabeleci o “quando” já que esta era minha primeira meta verdadeiramente grande. Não tive a coragem para fixar um tempo limite. Eu estava disposta a orar durante todo o tempo que fosse necessário. Também orava pela nossa relação – nosso amor, nossa saúde, nosso crescimento e nossa felicidade. Foram necessários três milhões de Daimoku e como 18 meses para conquistar estes objetivos. O resultado foi que a carreira do meu marido chegou muito além do que teria pensado ainda nos meus sonhos mais mirabolantes. Foi tornando-se realidade exatamente como o tinha estabelecido, cada passo, cada detalhe. Sua habilidade, experiência e capacidade no seu ramo foram as “causas internas” conforme o conceito dos “dez fatores”. Porém, durante anos não lhe foi possível encontrar a oportunidade certa para usá-las. Minha meta, minha determinação e minhas orações converteram-se na “causa externa” que o levou ao lugar exato no momento adequado. Assim é como funciona nossa prática. O mais importante, nossa relação, nosso amor, puderam crescer e fortalecer-se cada dia. Vocês se perguntarão como uma pessoa pode amar a outra cada dia mais. Podemos fazê-lo porque os benefícios do Gohonzon são crescentes, infinitos e ilimitados.

A conquista destes objetivos me deu a prova de que nada é impossível com o Gohonzon – nada! O Gohonzon é muito poderoso e criativo. Por favor, não temam aspirar a chegar à lua! Fixem uma meta e lutem por ela!

4. Determinação

Agora que temos convertido todos nossos sonhos e desejos em metas bem concretas, o seguinte passo é meu quarto ponto chave – a determinação.

Devemos ter a determinação de mudar, a determinação de nunca nos darmos por vencidos e a determinação de atuar corretamente, agora! Falemos da determinação de mudar. Significa fazer a revolução humana. É importante mudar nossa tendência básica para poder mudar nosso destino e nosso carma. Se não o fizermos, simplesmente estaremos repetindo os mesmos padrões de vida. Por exemplo, quando repetidamente nos encontramos com uma mesma situação, novamente respondemos com a mesma atitude e a mesma ação. Literalmente, estaremos criando o mesmo resultado. A revolução humana não é um slogan. É algo muito importante, muito prático e muito real. Necessitamos orar para obter a sabedoria para reconhecer nossas limitações e pontos fracos e para obter a energia para mudá-los. Temos que deixar para trás nossos velhos maus hábitos e ver as coisas desde um ângulo diferente. Não devemos ser indulgentes com nós mesmos.

Agora falemos de nunca dar-nos por vencidos. Uma vez que temos estabelecido nossas metas, não há volta atrás. Não há “e se não quero comprometer-me?”.

Não aceito um “não” como resposta. Seria tão obstinada como fosse possível para manter-me fiel às minhas metas. Esta é a melhor oportunidade para demostrar-me: quão obstinada posso ser!

Mas, como nos mantermos firmes? É tão difícil! Devemos refrescar nossa determinação diariamente através de nossas orações pela manhã e à tarde e orando tanto Daimoku como possamos. Também nos ajuda a manter uma condição de vida elevada assistir às atividades da SGI regularmente. Geralmente, quando regresso de uma atividade da SGI sinto-me muito emocionada. Meu marido brincava comigo dizendo-me “Por quê está tão emocionada? Que cavalheiro viu na reunião?”.

Quando oro, tento não concentrar-me nos meus sofrimentos. Ignoro-os e vivo pacificamente com eles. O que mantenho na minha mente são minha clara determinação e minha meta final. Sem importar qual pareça ser a realidade da situação, sem importar o que as outras pessoas pensem ou falem, mantenho-me inamovível na minha meta e oro ao Gohonzon para conquistá-la. Vejo o processo da minha campanha de Daimoku para atingir minha meta como se fosse um duro treinamento para forjar-me, desenvolver-me e transformar-me. É como preparar-se para a colheita. Se não estamos prontos, não poderemos desfrutar ao máximo do benefício de atingir nossa meta. Necessitamos paciência conforme oramos com o único objetivo de conquistar nossa meta. Não importa quanto tempo for necessário, não importa quão difícil seja, devemos continuar orando até chegar lá. E chegaremos! Eu costumava garantí-lo às pessoas, mas isso soava a comercial de televisão, por isso deixei de fazê-lo. Porém, tenho certeza disso. Honestamente tenho certeza de que conquistaremos qualquer coisa sendo persistentes. Façam a determinação de agir corretamente agora. Gostaria muito de incentivá-los para que comecem agora. Este é o momento.

5. Daimoku

Até aqui, temos fé, entendemos nossa missão, temos fixado nossas metas e determinamos não derrotados até atingir nossos objetivos. Daqui em diante necessitaremos de grandes quantidades de Daimoku. A chave número cinco é o Daimoku – recitar Nam-myoho-rengue-kyo. Além de nossas orações da manhã e da tarde devemos recitar tanto Daimoku como nos for possível. A chave é abundante oração. Sabem, uma das coisas curiosas sobre o budismo é que tudo é chave. Neste artigo temos 10 pontos chave, e há chaves dentro de cada ponto. Porém, o presidente Ikeda tem falado em repetidas ocasiões sobre a importância do Daimoku. Algumas das suas frases que me vêm à mente são: “Não há estratégia melhor que a do Sutra de Lótus”, “Orem até que seu aspecto se ilumine”, “Avancemos sempre com daimoku em primeiro. Não há como sua vida não mudar”.

Houve um lema que utilizei nas minhas campanhas de Daimoku pelo sucesso do meu marido, “Recite um Daimoku que estremeça o universo”. Bom, o que na realidade devemos fazer é recitar um Daimoku que faça estremecer nossa própria vida desde os seus alicerces, os quais estão conectados com o universo. Quando oramos, o fazemos com um espírito penetrante e com profunda determinação, sentindo que este é um assunto de vida ou morte e que esta é a nossa única oportunidade na vida. Quando oramos com outras pessoas isto nos ajuda a desenvolver um vigoroso ritmo; mas também devemos ter uma prática por motivação própria.

Não podemos ficar dependendo sempre do apoio dos outros. Podemos querer orar várias horas ou mais por metas muito grandes. Podemos ir avançando passo a passo. Mas se nem sequer começamos, nunca chegaremos ao ponto de recitar várias horas por dia quando tivermos uma emergência. A chave do Daimoku é fazê-lo alegres, não com sentimento de obrigação. Necessitamos orar até sentir-nos satisfeitos. Lutar para recitar Daimoku é uma manifestação da nossa firme determinação. Se não tenho emprego e não posso orar várias horas por dia, não posso dizer que estou lutando. Porém, se você tem um emprego de tempo integral, responsabilidades de família, etc. e ainda assim dá um jeito para recitar tanto Daimoku como lhe for possível, isso é lutar!

Quando tenho estado realmente lutando por algo crucial na minha vida, fiz da oração minha primeira prioridade. Deixei de lado a ociosidade e dediquei-me totalmente à minha campanha de Daimoku. Ligavam-me minhas amigas para convidar-me para festas ou para sair às compras e eu lhes respondia que estava ocupada.

Elas no entendiam por quê estava ocupada. Mesmo não tendo emprego, dava-lhe à minha campanha de Daimoku o sentido de ser a minha única responsabilidade, além de cuidar da minha família. Nada era mais importante.
Quando oramos, podemos ver os resultados nitidamente com todos nossos sentidos, ver que nossas metas se realizam perante nossos olhos. Sentimos a alegria e a emoção de atingir nossos objetivo. É importante que durante nosso objetivo de Daimoku fiquemos fortalecendo-nos constantemente lendo as escrituras de Nitiren Daishonin e as orientações do presidente Ikeda. Também podemos usar as experiências de outras pessoas para nos sentir incentivados.

Quando estava orando pelo sucesso do meu marido, li a história de Victor Frankle. Ele esteve preso num campo de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Desejava fugir do campo de concentração para poder contar sua história ao mundo inteiro. Numa ocasião em que estava trabalhando fora das barracas, viu uma pilha de cadáveres, todos sem roupa.

Nesse momento começou a planejar sua fuga. A seguinte ocasião que esteve fora das barracas foi sua oportunidade. Esperou até o anoitecer, tirou a roupa e misturou-se entre a pilha de cadáveres, fazendo-se passar por morto. Mais tarde os cadáveres foram tirados do campo de concentração.

Daí ele correu 25 quilômetros para alcançar sua liberdade. Imaginem seus captores quando repararam que tinha fugido, devem ter procurado até o cansaço. Por outro lado, ele andava sem roupas, sem água nem comida. Era uma situação muito perigosa e difícil. Mesmo assim, conseguiu! E agora, ele tem compartilhado sua experiência através dos seus livros e sua história tem comovido às pessoas de todo o mundo.

Desde que conheci sua história tenho comparado minhas horas diárias de Daimoku com sua corrida de 25 quilômetros. Tenho orado no conforto do meu lar. Tem sido muito mais fácil que correr 24 Km nas circunstâncias nas quais ele o fez. Lembro que uma vez pensei: “Se ele conseguiu, eu também vou conseguir. E vou contar minha experiência a todo o mundo”. Daí em diante, tenho corrido 25 Km na minha mente cada vez que orava. Cada Nam-myoho-rengue-kyo era como um passo aproximando-me à minha meta.

Necessitamos de uma profunda oração quando recitamos Daimoku, mas lembrem, nada de rogar. Sempre orem ao Gohonzon manifestando sua determinação de atingir suas metas, sem importar o que acontecer! Já que temos diferente missão e diferente carma, cada um de nós obteremos um resultado diferente numa velocidade diferente. Mas se há algo do que podemos ter certeza é de que se investirmos 10% de esforços, obteremos 10% de resultados.

Quando investimos 100% de esforços, com toda certeza colheremos 100% de resultados.

6. Ação

Bom, a continuação temos a chave número seis – Agir. Tudo fica vazio sem a ação. No budismo, temos que agir. Temos que dizer a nós mesmos: “Sou a única pessoa que pode fazê-lo. É meu carma, meu destino. Quando conquistar minhas metas, será minha felicidade e minha boa sorte”.

Gostaria de compartilhar minha experiência de atingir minha primeira meta. No início da minha prática, que foi três anos após ter imigrado desde Taiwan, compramos uma casa endividando-nos fortemente. Meu marido estava muito preocupado, e eu também! Eu era tão nova nesta prática que pensava: “se não abro a janela quando recito Daimoku, mesmo assim meu Daimoku chegará ao universo e funcionará?”. Porém, aprendi que devia estabelecer metas e orar para conquistá-las. Fixei uma meta financeira muito elevada para mim, o que significava ganhar 8 vezes mais do que ganhava. Isto foi há onze anos. Minha segunda meta foi reduzir nossa dívida para fazê-la mais gerenciável. E minha terceira meta foi que meu marido me amasse mais e mais a cada dia.

Três meses depois, sem procurá-lo, apareceu-me um emprego de vendas numa empresa de computadores. Devido à grande quantidade de Daimoku acumulada apareceram muitas oportunidades de negócios que atribuí aos deuses budistas, as funções protetoras do universo. Com a sabedoria e energia que tinha desenvolvido através do Daimoku, detectei várias oportunidades e agi para criar negócios. Nessa época era, e ainda continuo sendo, ignorante a respeito de computadores. É surpreendente que depois de trabalhar dois anos e meio na indústria de computação, tenha conseguido conquistar minhas duas primeiras metas. O ponto é que, com o benefício desta prática, pude ter sucesso mesmo sendo muito inexperiente. Mas isto não teria sido possível se não tivesse feito os esforços suficientes ou se não tivesse agido.

Permitam-me sair do assunto um momento para compartilhar com vocês duas anedotas. Uma vez estava trabalhando e quando apresentei-me como Jeannie, o cliente me perguntou “você é o gênio da garrafa?”. Todos conhecemos o gênio da garrafa do velho seriado da televisão. Era uma mulher bonita, que sempre saía adiante. E principalmente tinha magia para converter tudo em qualquer coisa que quisesse. Eu tinha visto o programa antes mas nunca tinha pensado nisso até esse momento, “Sim, sim, eu sou o gênio da garrafa” respondi. Estava muito contente pela minha nova imagem recentemente descoberta. A partir desse dia eu pensava, respirava e atuava como se fosse o gênio da garrafa.

A outra anedota ocorreu quando acabava de começar a orar pelo sonho impossível que era a carreira do meu marido. Meu filho imprimiu meu horóscopo e chamou-me a atenção pois dizia: “Concentre-se em transformar as ilusões em realidades”. Nesse momento, eu era ainda muito nova na prática, não tinha a menor idéia de como iam realizar-se minhas metas. Essa frase foi como uma poderosa afirmação para continuar com meu objetivo. Imediatamente fiz minha a frase e declarei perante o Gohonzon que daí em diante, com toda minha energia, praticaria este budismo totalmente centralizada em fazer realidade meus sonhos.


Quando praticamos o budismo de Nitiren Daishonin podemos alcançar uma imensa sabedoria e energia vital, escolher algo grande ou pequeno e fazer que funcione maravilhosamente para nós. Lembrem que todo o universo está ao nosso alcance. A pergunta é: temos coragem para aspirar tê-lo?

Com respeito à minha meta referente ao amor, não me limitei a orar e ficar sentada esperando que acontecesse. Fiz a minha parte.

Naturalmente, o resultado que consegui estava além da minha compreensão. É a meta mais inteligente que estabeleci para a minha vida. Tenho mais de vinte e três anos de casada e cada dia, a cada momento, ainda estou vivendo minha lua de mel. É inacreditável.

Esta não é a vida que imaginei quando era criança. Sofri muito durante a minha infância. Tornei-me cínica e ressentida. Pouco depois de ter começado a praticar este budismo, meu marido começou a comentar: Por quê cada vez que olho para você, te vejo tão feliz? O que aconteceu? É fácil fingir sorrisos quando estamos com amigos mas não podemos fingir em casa. Um dia meu marido me disse: “Como te vejo tão contente, isso me faz sentir ainda mais contente do que você. Sou tão feliz que não sei o que fazer. É demais”. Além de tornar-me feliz e vitoriosa como resultado dos meus esforços, reparei que sobressaía em todos os grupos em que me integrava. Meu esposo via como as pessoas me apreciavam. E ele sentia muito orgulho de mim. Também, devido à minha revolução humana, desapareceram a maioria das minhas limitações e pontos fracos, o que permitiu que a vida do meu marido fosse muito mais fácil. Provei-lhe, através das minhas atitudes, que sou merecedora do mais terno amor. Vocês poderiam tentar esta fórmula em casa. Funciona. Como resultado, meu esposo realmente aprecia minha prática budista. Apoia totalmente à SGI.

Cada um destes pontos chaves, requerem da sua ação correta para realizá-los. Para construir uma fé forte requer-se ação.

Recitar Daimoku é uma ação incessante. Espero ser clara na idéia de quão importante é atuar corretamente.

7. Estudo

O sétimo ponto chave é o Estudo. Quando a maioria das pessoas pensa no estudo, a primeira coisa que lembram é da escola e pode ser que não tenham boas lembranças. E na SGI também há exames. As pessoas costumam pensar “Poxa, não quero voltar à escola”. Como humanos, adquirimos o conhecimento lendo, dialogando e escutando. O estudo é parte fundamental da prática deste budismo. O mais profundo desta filosofia está disponível através de vários programas na SGI. Temos as Conferências do Centro da Cultura e da Natureza de Florida, reuniões de estudo para exame, reuniões de estudo mensais e outras.

No livro de orientações do presidente Ikeda “For Today and Tomorrow” (Para Hoje e Amanhã) (pág. 180) diz: “O estudo do budismo é a alma da SGI”. Devemos fazer a causa assinando e lendo as publicações da SGI e as orientações do presidente Ikeda. Necessitamos ler “Os Principais Escritos de Nitiren Daishonin”. Cada dia devemos estudar mesmo que seja uma frase ou um parágrafo como se cada palavra tivesse sido escrita para nós, para nossa vida. Quando as coisas não estão saindo como gostaríamos, ou quando estamos vivendo alguma crise, o que nos mantêm avançando até superar esses momentos, é precisamente o entendimento da filosofia de vida do budismo. Confio em que cada pessoa seja capaz de entender a importância do estudo.

8. Compartilhar o Budismo

O oitavo ponto chave é compartilhar o budismo com os outros. O desejo de Nitiren Daishonin é a paz e a felicidade de todas as pessoas através da propagação do budismo. Não existe causa maior que recitar Daimoku e compartilhar este budismo e o movimento de paz da SGI com as pessoas.

Devemos fazer essa grande causa para transformar nosso próprio carma. Tenho chegado ao ponto em que desfruto muito compartilhando este budismo. Sinto-me muito orgulhosa e sinto-me muito afortunada de poder praticar este grande budismo na organização SGI. Quando compartilho este budismo é como um presente de valor incalculável que ofereço a outra pessoa.

É uma poderosa ferramenta que ponho nas mãos da outra pessoa para mudar seu destino e para que a transmita aos outros. Algumas vezes, iniciar aos outros nesta prática nos leva muito tempo – devemos plantar as sementes. Se temos sucesso nesta ocasião ou não, não muda o fato de que fizemos a mesma causa e que vamos conservar o prezado presente para nós – não está nada mal!

A maneira mais fácil de iniciar outros neste budismo é gerar uma grande prova real na nossa vida. Tenho muitas experiências nas quais mesmo sem mencionar a prática, meus amigos sentiram-se atraídos para o budismo simplesmente porque minha prova real falava por si mesma. A prova real é como um imã para as pessoas que estão procurando melhorar sua qualidade de vida.

Meu filho mais velho acaba de formar-se na Universidade de California em Berkeley este ano (2.000). Um dia do último semestre, ligou para casa muito agoniado. Perguntou-me como eu fazia para manter minha condição de vida tão alta na maior parte do tempo. Foi uma grande oportunidade para dialogar com ele; foi a primeira vez que não só compartilhava com ele minha prática budista mas que também escutava a opinião que ele tinha de mim. Sempre me perguntava o que pensaria meu filho vendo que cada dia dedicava muito tempo à minha prática budista. Pensaria que sua mãe era tão boba que desperdiçava sua vida orando hora após hora? Caramba, que alívio! Sua resposta foi muito doce e positiva. Ele não teria me procurado para buscar consolo e incentivo se não tivesse visto a prova real. Como resultado, começou a praticar.

9. Compartilhar nossas experiências

Agora chegamos ao nono ponto chave – Compartilhar Nossas Experiências.
No livro do presidente Ikeda “Preleção dos Capítulos ‘Hoben’ e Juryo’” ele diz: “A experiência vitoriosa de um único indivíduo pode prover coragem, esperança e uma sincera compreensão para muitas pessoas”. Devemos compartilhar a essência de nossas experiências, não só os resultados. Gostaria de incentivá-los para que orem para obter a sabedoria para saber a melhor forma de compartilhar sua luta, sua determinação e os esforços que realizaram; desta forma as pessoas levarão consigo informação concreta – sabendo como podem esforçar-se eles também. É assim como criamos a mais valiosa de todas nossas prezadas experiências.

10. Continuar com a nossa prática

Muito bem, temos abarcado tudo, então, qual acham vocês que seja o décimo ponto chave? Continuar na nossa prática da fé. A meta deste budismo é atingir nossa felicidade e a dos outros. Quando temos alcançado nossas metas pessoais, temos maior capacidade para ajudar outros. Num sentido mais profundo, este é o começo real da nossa prática, e não o final. A lâmpada que acendemos para iluminar outros, ilumina nosso próprio caminho.

Quando nos esforçamos pela felicidade dos outros, simultaneamente estamos ajudando-nos a nós mesmos. Uma vez que fazemos realidade nossos sonhos e nossas metas, não devemos fraquejar na nossa fé. É uma luta contínua na vida entre o negativo e o positivo, entre o bem e a maldade. Se deixamos de polir nossa vida, nesse momento um benefício pode ser um obstáculo. Também é muito importante apoiar nossa organização em tudo o que for possível.

Espero não ter lançado demasiadas chaves para vocês! Estão prontos para agir?

Não haverá quem os detenha! A chave máxima está nas suas próprias mãos.
Espero que em pouco tempo possam dizer que conquistaram mais benefícios do que ninguém e que são as pessoas mais felizes do mundo.

O endereço eletrônico da Jeanny é: happyjeanny@hotmail.com





Frases Budistas

24 07 2007


“Um amigo insincero e mau é mais temível que um animal selvagem; a fera pode ferir-lhe o corpo, mas o mau amigo pode lhe ferir a mente.” (Sakyamuni)

“Não é um deus que julga as pessoas, mas é a própria pessoa que faz o julgamento de si mesmo.” (Daisaku Ikeda)

“Cada um é senhor de si mesmo, deve depender de si próprio; deve, portanto, controlar-se a si próprio.” (Sakyamuni)

“Em nossas vidas há momentos de alegria e de sofrimento. Se conseguirmos entender que sempre haverá bons e maus, poderemos gradualmente a não o esperar somente bons momentos, e nem a detestar os maus.” (Daisaku Ikeda)

“Acima de tudo a miséria tem causas nas religiões heréticas e nas doutrinas falsas.” (Daisaku Ikeda)

“Tudo é mutável, tudo aparece e desaparece; só pode haver a bem-aventurada paz quando se puder escapar da agonia da vida e da morte.” (Sakyamuni)

“Bem farias em te examinares e refletires sobre a ti mesmo.” (Sakyamuni)

“Existe uma única estrada e somente uma, e essa é a estrada que eu amo. Eu a escolhi. Quando trilho nessa estrada as esperanças brotam, e, o sorriso se abre em meu rosto. Dessa estrada nunca, jamais fugirei.” (Daisaku Ikeda)

“Diante da honestidade dos companheiros não há outra forma senão responder com nossa honestidade e, a sinceridade com sinceridade.” (Nitiren Daishonin)

“Se você aponta o erro com ardente desejo de corrigí-lo, você estará agindo bem. Por outro lado, se agir comandado pelo senso de crítica e injúria, você estará cometendo um pecado, mesmo que seja verdade.” (Nitiren Daishonin)

“Ensinar as pessoas significa lubrificar as rodas para que as mesmas possam girar; ou fazer flutuar um navio para que o mesmo possa ser movimentado facilmente.” (Nitiren Daishonin)

“O ódio nunca desaparece, enquanto pensamentos de mágoas forem alimentados na mente. Ele desaparece, tão logo esses pensamentos de mágoa forem esquecidos.” (Sakyamuni)

“Um rochedo não é abalado pelo vento; a mente de um sábio não é perturbada pela honra ou pelo abuso.” (Sakyamuni)

“Dominar-se a si próprio é uma vitória maior do que vencer a milhares em uma batalha.” (Sakyamuni)

“O tesouro do corpo é mais valioso do que aquele guardado no cofre, e o tesouro acumulado no coração é mais valioso do que o tesouro do corpo. Portanto, dedique-se em acumular o tesouro do coração.” (Nitiren Daishonin)

“O que somos hoje e o que seremos amanhã depende de nossos pensamentos. Se procedo mal, sofro as conseqüência; se procedo bem, eu mesmo me purifico.” (Sakyamuni)

“Obviamente, desde que somos seres humanos, eternamente existirão algumas espécies de conflitos, rivalidades ou mesmo divergências de opiniões. Entretanto, terminantemente, jamais haver a necessidade de nutrirem-se de ódio ou mesmo matarem-se uns aos outros.” (Daisaku Ikeda)

“A sabedoria é o melhor guia e a fé, a melhor companheira. Deve-se pois, fugir das trevas da ignorância e do sofrimento, deve-se procurar a luz da Iluminação.” (Sakyamuni)

“Um homem será tolo se alimentar desejos pelos privilégios, promoção, lucros ou pela honra, pois tais desejos nunca trazem felicidade, pelo contrário, apenas trazem sofrimentos.” (Sakyamuni)

“O leite fresco demora em coalhar; assim, os maus atos nem sempre trazem resultados imediatos. Esses atos são como brasas ocultas nas cinzas e que, latentes, continuam a arder até causar grandes labaredas.” (Sakyamuni)

“Seja como for, a grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total do destino de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade.” (Daisaku Ikeda)

“Viver apenas um dia ou ouvir um bom ensinamento é melhor do que viver um século sem conhecer tal ensinamento.” (Sakyamuni)

“O segredo da saúde da mente e do corpo está em não lamentar o passado, em não se afligir com o futuro e em não antecipar preocupações; mas está no viver sabiamente e seriamente o presente momento.” (Sakyamuni)

“Assim como uma pequena planta deve enfrentar muitos obstáculos antes de se transformar numa árvore, nós precisamos experimentar muitas dificuldades no caminho da felicidade absoluta.” (Nitiren Daishonin)

“Mesmo que tente distorcer a verdade, certamente chegará o momento em que ela será provada, ou melhor, devemos comprová-lá a todo custo. Da mesma forma, mesmo que o mal seja camuflado por todos os meios, ele será um dia desmascarado para então encontrar a sua ruína e desaparecer.” (Daisaku Ikeda)

“Quanto mais evitarem qualquer acomodação, mais nitidamente conseguirão distinguir entre é certo e o errado. Não sou eu quem diz isto, este é o desejo, o espírito de Nitiren Daishonin.” (Daisaku Ikeda)

“Cada qual pagará a si mesmo pela má ação que cometeu. Praticando uma boa ação, cada qual se purificará a si mesmo. Não se pode purificar uns aos outros.” (Sakyamuni)

“Um bom amigo, que nos aponta os erros e as imperfeições e reprova o mal, deve ser respeitado como se nos tivesse revelado o segredo de um oculto tesouro.” (Sakyamuni)

“Por mais que na batalha se vença a um ou mais inimigos, a vitória sobre a si mesmo é a maior de todas as vitórias.” (Sakyamuni)

“Bons amigos são aqueles que nos instruem na fé, empenham-se conosco para aprofundar nossa prática e estudo, e trabalham em harmonia conosco para o avanço da Paz Mundial.” (Nitiren Daishonin)

“Não importando os problemas que possam lhes ocorrer, os senhores deverão considerá-los transitórios quanto os sonhos, e encher seus corações com o Sutra de Lótus.” (Nitiren Daishonin)

“Aqueles que se respeitam e se amam a si mesmos devem estar sempre alerta, a fim de que não o sejam vencidos pelos maus desejos.” (Sakyamuni)

“Aqueles que crêem no Sutra de Lótus, são o como o inverno: o inverno nunca falha em se tornar primavera. Desde os antigos, nunca ouvi ou vi o inverno tornar-se outono. Nem tenho sequer ouvido de algum crente no Sutra de Lótus que se tornou um mortal comum. Uma passagem do Sutra diz: Se ouvirem desta Lei, não há ninguém que não o atinja o Estado de Buda.” (Nitiren Daishonin)

“Vale a pena cumprir bem e sem erros o dever diário; não procure evitá-lo ou adiá-lo para amanhã. Fazendo logo o que hoje deve ser feito, poder viver um bom dia.” (Sakyamuni)

“Se o ensino é superior, a pessoa que o abraça é digna de respeito. Assim sendo, desprezar essa pessoa é o mesmo que desprezar o próprio ensino. Isto é comparável a atitude de censurar uma criança, cujo ato é ao mesmo tempo uma censura aos pais.” (Nitiren Daishonin)

“Sua mente, agora desnorteada pela escuridão inata da vida, é como um espelho embaçado, mas, se polir, é certo que tornar-se-á claro como cristal de iluminação das verdades imutáveis. Manifeste-se na prática da fé, polindo seu espelho incessantemente, dia e noite.” (Nitiren Daishonin)

“Existe, definitivamente, algo extraordinário no avançar e no recuo da maré, no levantar e no descer da lua, e nas mudanças das estações. Algo incomum acontece também quando uma pessoa comum atinge o Estado de Buda. Indubitavelmente, com o aparecimento dos três obstáculos e quatro maldades, o sábio alegrar-se-á, e o tolo se acovardará.” (Nitiren Daishonin)

“Cada um tem sua própria posição e papel a desempenhar. Os senhores tem a sua própria missão que somente os senhores podem concretizar.”
(Daisaku Ikeda)

“Se o telhado for mal construído ou estiver em mau estado, a chuva irá entrar na casa; assim a cobiça facilmente entra na mente, se ela é mal treinada ou fora de controle.” (Sakyamuni)

“A morte não é a maior tragédia do ser humano, é pior quando algo vital dentro da pessoa morre enquanto ela ainda está viva. Essa morte é certamente a coisa mais temível e trágica.” (Daisaku Ikeda)

“Não viva no passado, não sonhe com o futuro, concentre a mente no momento presente.” (Sakyamuni)

“Eu sou o resultado de meus próprios atos, herdeiros de atos; atos são a matriz que me trouxe, os atos são o meu parentesco; os atos recaem sobre mim; qualquer ato que eu realize, bom ou mal, eu dele herdarei. Eis em que deve sempre refletir todo o homem e toda mulher.” (Sakyamuni)

“A própria vida é o mais alto precioso de todos os tesouros do universo. Mesmo os tesouros do universo inteiro não podem igualar ao valor de uma única vida humana. A vida é como uma chama, e o alimento como o óleo que lhe permite queimar.” (Nitiren Daishonin)

“Mesmo que estude o Budismo se não perceber a natureza de sua própria vida, não pode-se afastar do sofrimento da vida e morte. Se procura o caminho fora de si mesmo e tenta praticar as mais variadas formas de exercícios e de bondade, isto é igual a um pobre que calcula dia e noite a fortuna do seu vizinho e não obtém um tostão sequer para si.” (Nitiren Daishonin)

“Considere seu serviço como exercício do Sutra de Lótus. Sobre o mesmo, Tientai, o Grande disse: Nenhuma atividade da sociedade, política, econômica, cultural, industrial, etc, são diferentes dos princípios do Budismo.”
(Nitiren Daishonin)

“As pessoas não são nobres desde o nascimento, mas se enobrecem através de suas ações. As pessoas não são medíocres desde o seu nascimento, mas tornam-se assim através de suas ações. Se existem alguma diferença entre as pessoas, então essa diferença está somente nas suas realizações.”
(Daisaku Ikeda)

“Aquele que protege sua mente da cobiça, e da ira, desfruta da verdadeira e duradoura paz.” (Sakyamuni)

“A covardia e a vaidade são os grandes inimigos da prática da fé. As pessoas com fé inclinadas para a covardia e vaidade não podem alcançar a iluminação. A prática da fé é senão o corajoso ato de avançar com espírito de leão nas horas cruciais ou nos momentos que surgem as dificuldades.” (Daisaku Ikeda)

“O Budismo é como o corpo e a sociedade a sombra. Quando o corpo se curva, assim o faz a sua sombra.” (Nitiren Daishonin)

“Se o mau carma do passado de uma pessoa não é expiado no presente, ela dever passar pelos sofrimentos do inferno no futuro. Mas, se experimentar extremas privações presente por causa do Sutra de Lótus, os sofrimentos do inferno dissipar-se-ão instantaneamente.” (Nitiren Daishonin)

“O fato das orações não terem encontrado resposta é comparável a um forte arco com uma corda frágil ou uma boa espada nas mão de um covarde. Não é de modo algum uma falha do Sutra de Lótus.” (Nitiren Daishonin)

“Se o senhor deseja se livrar-se dos sofrimentos de nascimento e morte que vem suportando por eras eternas e deseja alcançar a suprema iluminação nesta existência, deve despertar para a verdade mística que sempre existiu dentro da sua vida.” (Nitiren Daishonin)

“Uma mente perturbada está sempre ativa, saltitando daqui para lá, sendo difícil de controlar; mas a mente disciplinada é tranqüila; portanto, é bom ter sempre a mente sob controle.” (Sakyamuni)

“Quero dizer uma coisa a você. Mesmo se alguém lhe disser: fuja, desista! Deve responder-lhe; jamais! Viva jovial e corretamente cada dia, sempre.”
(Daisaku Ikeda)

“O Senhor deve crer no Sutra de Lótus tal como deseja ardentemente por alimento quando está com fome, ou por água quando está com sede, espera ansiosamente para ver seu amor, procura remédio para sua doença ou como uma linda mulher que deseja cosméticos.” (Nitiren Daishonin)

“Se você não tem a coragem de ser um inimigo do mal, então também não pode ser um amigo do bem.” (Makiguti)

“Pessoas que odeiam serem superadas pelos seus membros, que ressentem de não serem o centro das atenções, que sentem ciúmes dessas coisas, possuem uma mente pequena. Elas estão no mais baixo estado da existência humana e são os mais baixos seres humanos.” (Daisaku Ikeda)

“O relacionamento entre marido e mulher é muito profundo e se relaciona de incontáveis existências. Ciente disso, não devemos destruir este relacionamento com assuntos insignificantes e sim, fortificá-los através da prática da fé.” (Daisaku Ikeda)

“Se cada um for invencível, não haverá problemas sem solução. Quando tivermos este espírito, o nosso potencial aumentar ainda mais e nenhum objetivo ficar sem ser concretizado. Todos os problemas terão solução todos os sofrimentos serão transformados em felicidade.” (Daisaku Ikeda)

“Mesmo quando vocês são derrotados podem criar uma causa para a vitória futura, e há ocasião sem que, embora vençam, podem criar uma causa para uma derrota futura.” (Jossei Toda)

“Quando uma pessoa chega ao fim de sua sorte, qualquer estratégia que seja, será inútil. Quando a boa sorte de uma pessoa esgotarem mesmo seus súditos não o mais a seguirão.” (Nitiren Daishonin)

“Numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente igual ou superior a sua; é melhor viajar sozinho do que em companhia de um tolo.” (Sakyamuni)

“O louco que reconhece sua loucura possui algo de prudente; porém, o louco que se presume sábio esse está realmente louco.” (Sakyamuni)

“De acordo com o Sutra, se a mente das pessoas é impura, sua terra também será impura. Pelo contrário, se suas mentes são puras, assim será sua terra. Em uma palavra não há duas terras pura e impura ao mesmo tempo. A diferença está na mente, boa ou má, das pessoas.” (Nitiren Daishonin)

“Aqueles que ardentemente auxiliam seus membros a desenvolverem-se tornarem-se grandes indivíduos, enquanto apoiam alegremente e observam seu crescimento, são líderes entre os líderes.” (Daisaku Ikeda)

“Estamos sujeitos a termos algum desacordo familiar em algumas ocasiões, porém jamais devemos negligenciar o nosso esforço para o desenvolvimento e progresso.” (Daisaku Ikeda)

“O homem que busca a fama, a riqueza e casos amorosos é como uma criança que lambe mel na lâmina de uma faca. Ao lamber e provar a doçura do mel, a criança corre o risco de ter a língua ferida. É como o tolo que carrega uma tocha contra o vento forte; corre o risco de ter o rosto e as mãos queimados.” (Sakyamuni)

“Para se ter boa saúde, para trazer a verdadeira felicidade a família, para trazer paz a todos, deve-se disciplinar e controlar a própria mente. Se um homem puder controlar a mente, poder encontrar o caminho da Iluminação, e toda sabedoria e virtude a ele virá o com naturalidade.” (Sakyamuni)

“Fortaleça sua fé dia após dia, mês após mês. Se enfraquecer mesmo um pouco, os demônios aproveitar-se-ão.” (Nitiren Daishonin)

“Por trás dos desejos e paixões mundanas que a mente abriga, acha-se latente, clara e incorruptível, a fundamental e verdadeira essência da mente.” (Sakyamuni)

“Desistir de aprender é egoísmo. Este é um ditado que eu gosto muito. Quando acalentamos o desejo de aprender mais, nossas vidas estarão repletas de genuína vitalidade e brilho.” (Daisaku Ikeda)

“Não busco recompensa alguma, nem mesmo renascer num paraíso; procuro, porém, o bem dos homens, procuro reconduzir os que saíram do Caminho, alumiar os que vivem nas trevas e no erro, banir do mundo toda pena e sofrimento.” (Sakyamuni)

“Se um mestre sustenta um mau discípulo, ambos cairão no inferno.”
(Nitiren Daishonin)

“Tudo é, portanto criado, controlado e regido pela mente. Assim como o carro segue o boi que o puxa, o sofrimento segue a mente que se cerca de maus pensamentos e de paixões mundanas.” (Sakyamuni)

“Sofra o que tiver que sofrer, desfrute o que existe para ser desfrutado, considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue orando, não importando o que acontecer, e então experimentará a grande alegria da Lei.” (Nitiren Daishonin)

“Um indivíduo que escala uma montanha eventualmente terá que descer. Uma pessoa que insulta a outra, será desprezada. Alguém que deprecia o belo, nascerá feio. Quem rouba o alimento e roupa de outros, nascerá no mundo da fome… Esta é a Lei de Causa e Efeito.” (Nitiren Daishonin)

“Feliz aquele que vence o egoísmo, alcança a paz, encontra a verdade. A verdade liberta-nos do mal; não há no mundo libertador igual. Confia na verdade, mesmo que não sejais capazes de compreendê-la, mesmo que no começo vos pareça amarga a sua doçura.” (Sakyamuni)

“Maus amigos são aqueles que falando candidamente, insinuando, bajulando e fazendo habilidoso uso das palavras, conquistam o coração dos ignorantes e destroem a bondade da mente das pessoas.” (Nitiren Daishonin)

“Não seja impaciente. A felicidade nem sempre está longe de si.” (Jossei Toda)

“Ninguém que se declara meu discípulo jamais deve tornar-se covarde. Um covarde não pode ter nenhuma de suas orações respondidas. Os discípulos de Nitiren não poderão realizar nada se forem covardes.” (Nitiren Daishonin).

“Assim como as pedras preciosas são tiradas da terra, a virtude surge dos bons atos e a sabedoria nasce da mente pura e tranqüila. Para se andar com segurança, nos labirintos da vida humana, é necessário que se tenham como guias a luz da sabedoria e virtude.” (Sakyamuni)

“Se o mau carma de uma pessoa não é expiado nesta existência, ela deverá passar pelos sofrimentos do inferno no futuro. Mas, se experimentar extremas privações por causa do Sutra de Lótus, os sofrimentos do inferno dissipar-se-ão instantaneamente.” (Nitiren Daishonin)

“Minhas obras são meu bem; minhas obras são minha herança; minhas obras são o seio que me leva; minhas obras são a razão a qual pertenço; minhas obras são meu refúgio.” (Sakyamuni)

“Mesmo que fosse possível errar ao apontar a terra, que alguém fosse capaz de unir os céus, que a maré não tivesse fluxo e nem refluxo, que o sol se levantasse no oeste, jamais aconteceria das orações do Devoto do Sutra de Lótus ficarem sem ser concretizadas.” (Nitiren Daishonin)

“Todos os fenômenos físicos e mentais manifestam-se em uma existência. é crucial então o que a nossa vida seja orientada através da fé, mesmo em um simples momento. Todos os pecados são como geada e as gotas de orvalho, que rapidamente se evaporam sob os raios do sol da sabedoria.”
(Nitikan Shonin)

“Há sombras nas trevas, mas as pessoas não conseguem discerni-las. Há trilhas no céus por onde os pássaros voam, mas as pessoas não as reconhecem. Há caminhos no mar por onde os peixes nadam, mas as pessoas não os percebem.” (Nitiren Daishonin)

“As pessoas de grande arrogância não o possuem integridade, estão vacilando, mudando de opinião conforme a situação.” (Daisaku Ikeda)

“Cada um dos senhores deve reunir a coragem do leão e jamais sucumbir as ameaças de ninguém. O leão não teme nenhum outro animal, nem tampouco seus filhotes temem.” (Nitiren Daishonin)

“Somente o conhecimento não é suficiente. Somente quando o conhecimento alia-se a sabedoria é que uma pessoa pode atingir a vitória na vida. Sem sabedoria, não se pode distinguir as pessoas boas ou más.” (Daisaku Ikeda)

“Aquele que percebe a existência da dor e conhece sua causa, remédio e extinção, compreende as quatros nobres verdades está no bom caminho. Seu reto propósito de ser a luz que iluminar seus passos, e a palavra verdadeira, o seu refúgio. Caminhar em linha reta, porque reta é a conduta.” (Sakyamuni)

“A oração é a energia da vida, permeando todo o universo e tornando-se força motriz para a mudança.” (Daisaku Ikeda)





Budismo y el Amor

24 07 2007

Por Daisaku Ikeda

Para qualquer pessoa saudável, é muito natural apaixonar-se assim como é para as plantas florescer na primavera. Mesmo sendo livres para nos apaixonar ou para nos sentirmos atraídos por alguém e, embora a ninguém seja correto invadir os assuntos alheios, eu gostaria de explicar o quanto é importante não perder de vista o esforço pelo nosso desenvolvimento pessoal. Claro que no amor não há regras, assim como no matrimônio e ninguém tem o direito de restringir o outro de maneira alguma. Mas causa muita pena ver uma mulher envolvida em relações frívolas causadoras de sofrimentos e angústia, quando deveria ser plenamente satisfeita e feliz.
Meu mestre dizia que quando uma mulher estabelece relações partindo de sua própria dignidade, todos os problemas se resolvem. Ao contrário, quando uma mulher adota uma atitude impensada, e toma o amor de maneira apressada, invariavelmente termina por lamentar-se e sofrer. Por suposto, isto não se aplica apenas às mulheres.
Para mim, o amor deveria ser uma força para nos ajudar a expandir nossa vida e fazer emergir nosso potencial com nova vitalidade. Mas, ainda que isto seja o ideal, muito freqüentemente perdemos a objetividade ao nos apaixonar. No entanto, há perguntas que valem a pena fazer: “Essa pessoa me inspira desejos de trabalhar mais e melhor ou me distrai do que tenho que fazer? Sua presença me estimula a redobrar a dedicação a minhas atividades, a ser uma pessoa melhor? Ou esta pessoa se converteu no centro de minha vida e tende a obscurecer todo o resto?”

Se estão descuidando de sua missão na vida, se devido a uma relação sentimental esquecem o propósito de sua existência como sujeitos autônomos, temo que tenham tomado um caminho equivocado. Em uma relação saudável, cada membro do casal anima o outro a alcançar suas metas pessoais e ao mesmo tempo compartilham os mesmos sonhos e aspirações. Uma relação de amor deve ser motivo de inspiração, vitalidade e esperança. Em vez construir um relacionamento fechado, um mundo onde só há um lugar para dois, é muito mais saudável que cada um aprenda com as virtudes e qualidades do outro e mantenha o esforço de aprimorar-se e desenvolver-se a si mesmo.
Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, escreveu:” O amor não consiste em duas pessoas que olham uma para outra, mas sim em duas pessoas que olham juntas para a mesma direção.” Mesmo que alguém use o amor como fuga, a euforia não durará por muito tempo. O choque com a realidade trará dores e tristezas. Dito de outra forma, não há como fugir de si mesmo. Quando uma mulher persiste em sua própria fragilidade interior, o sofrimento a perseguirá por onde quer que ela vá. É duro reconhecer, mas nenhum ser humano pode encontrar a felicidade se não começar por transformar o seu interior.
Além disso, a felicidade não é algo que alguém possa dar aos outros; não é algo que o ser querido venha a nos outorgar. Cada um tem que construí-la por seus próprios meios. E a única maneira de fazê-lo é desenvolvendo nossa personalidade e nossos valores como seres humanos, desdobrando-nos ao máximo em nosso potencial interior. Muitas vezes, em nome do amor, sacrificamos nosso próprio crescimento e nossas capacidades, porém, dessa forma, jamais haverá uma felicidade que resulte convincente e satisfatória.
Ainda que minhas palavras pareçam estritamente paternais, gostaria de dizer algo sobre as mulheres jovens que têm a tendência a ser vulneráveis à sedução de seu parceiro. Quando isso acontece, a mulher exibe um aturdimento, uma percepção distorcida das coisas, que a leva a se comportar como se houvesse perdido a faculdade de tomar decisões equilibradas e serenas. Como geralmente são as mulheres que saem mais feridas, creio que têm todo o direito do mundo de valorizar ainda mais sua dignidade e a buscar seu bem-estar de forma irrenunciável.
Por essa razão, penso ser fundamental às mulheres jovens fortalecerem o respeito em direção a si mesmas e adquirirem uma sólida força interior. Quando uma mulher busca aprovação, constantemente, não faz nada mais do que degradar-se frente a si mesma e às demais pessoas. Se num contexto amoroso, não se sentem tratadas como pede seu coração, espero que atuem com coragem e dignidade: é melhor correr o risco de estar só por um tempo, antes de aceitar uma relação que as façam infelizes.
O amor verdadeiro não nos torna dependentes das pessoas. Ele só pode ter lugar entre dois seres humanos fortes e seguros de sua individualidade. Quem possui uma visão egoísta e uma visão superficial da vida só poderá construir relações superficiais. Se querem experimentar o amor verdadeiro, não têm por que submeter-se ao que o outro deseja que façam ou fingir ser quem não são. O amor ideal só é possível entre duas pessoas sinceras, maduras e independentes.
Gratidão e objetivos comuns: os ingredientes para uma convivência feliz.
Como deve comportar-se marido e mulher? Não é uma pergunta fácil de responder. Às vezes, as circunstâncias conspiram de um modo estranho. Vê-se casais que terminaram se divorciando por causa da riqueza ou de uma vida fácil. Ou ocorre também que um período assinalado por todo tipo de problemas- ao mesmo para quem vê de fora- resulta ser a época de maior felicidade para um casal e motivo do fortalecimento de sua união.
Mas a diferença da atração, que muda com o vaivém das situações, do verdadeiro amor, concebido como um vínculo mais profundo que pode unir dois seres humanos, é algo que desenvolve a força de enfrentar tormentas. É claro que isto não significa que uma das partes deva ceder sempre às exigências do outro, ou que a felicidade de um possa construir-se às custas do companheiro.
Nem o marido deve ser o centro da relação nem tampouco deva ser a mulher. Em um matrimônio sólido não interessa se alguém ocupa o lugar de liderança, nem quem se sacrifica para que o outro logre o êxito ou a felicidade. Assim como uma bela canção é a fusão harmoniosa entre música e poesia, do mesmo modo a vida em comum requer igualdade entre marido e mulher para que ambos, juntos, possam interpretar a magnífica melodia da vida.
Qual é a linda melodia que resulta na união entre dois companheiros de vida?
Essa é a pergunta… Perguntam-me quais são os principais ingredientes de uma convivência profunda e harmoniosa. Pois bem, remeto-me a minha experiência de vida: as coisas mais importantes são o agradecimento e a existência de um objetivo em comum.
Se me permitem uma comparação, as famílias de hoje em dia são como um avião em vôo, chacoalhando por causa dos ventos que mudam constantemente: os co-pilotos têm a responsabilidade de levar o avião ao destino, sem acidentes, para deixar a salvo sua perigosa carga. A estabilidade de um avião em vôo exige uma firme direção, uma propulsão potente e um esforço constante. E, como é evidente, para que um avião aterrize a salvo é indispensável que ambos co-pilotos mantenham a vista na mesma direção.
Este é um bom momento para contar uma história. Havia uma mulher que levava muito tempo prostrada na cama, com uma profunda depressão. Um médico conhecido da família, bom conhecedor da situação, aviou uma receita e entregou-a ao marido. Quando o homem leu as indicações, surpreendeu-se muitíssimo pois o doutor havia escrito: “Quando seu esposo lhe der o remédio, beba-o depois de dizer-lhe ‘Obrigada’, três vezes”. Pareceu-lhe uma prescrição meio estranha, mas como estava sublinhada, antes de tomar o remédio agradeceu o marido, de forma especial, três vezes. Então ela se deu conta de que há muito tempo não usava essa palavra para seu companheiro. À medida que começou a pôr em prática esta “terapia do agradecimento”, sua saúde e felicidade foram retornando pouco a pouco. Uma humilde expressão de gratidão torna uma pessoa bela, não só de coração mas também o seu aspecto físico.
Nem há necessidade de esclarecer que esta lição também se aplica aos esposos!
Os ingleses têm um provérbio que encerra uma certa cota de sabedoria: “Abrir os olhos antes do matrimônio e semi cerrá-los depois de casar-se.” Tanto o marido como a mulher devem esforçar-se para serem tolerantes, e para terem um coração magnânimo na hora de perdoar as faltas e erros menores que comete o companheiro. Quando alguém é julgado e criticado o tempo todo, custa muito ter desejos de mudança, mesmo sabendo que a crítica é pertinente.
Há uma outra história que diz muito sobre o amor entre marido e mulher. Recomendo que leiam o conto “O Presente de Natal”, de O. Henry. Nele o autor conta a história de Della e Jim, um casa jovem e pobre, que vivia em um quarto alugado, quase sem móveis. Era véspera de Natal, e ambos estavam pensando que presentes iam dar um ao outro, como mostra de seu amor. Ela queria presentear seu marido com uma corrente para prender ao relógio de ouro que herdou de seu avô e que lhe causava tanto orgulho. A corrente custava vinte e um dólares mas ela só tinha oitenta e sete centavos. A única coisa que podia vender eram seus cabelos castanhos, de brilho intenso e tão compridos que chegavam até os joelhos. Para Della, como para quase toda mulher, os cabelos são um atributo feminino muito apreciado. Mas fez o sacrifício de vendê-los a um fabricante de perucas e com o dinheiro comprou uma magnífica corrente de prata.
Chegou em casa com o coração na boca e aguardou, ansiosamente, o regresso do marido. Quando ele a viu, com uma expressão muito séria, lhe entregou o presente que lhe havia comprado: um par de lindos enfeites de tartarugas marinhas para adornar seus cabelos. Della, então, tratou de consolá-lo assegurando-lhe que eles cresceriam depressa enquanto lhe dava a corrente de prateada. Jim desmanchou-se no sofá e lhe disse, com uma risada: “Della, guardemos nossos presentes de Natal por um tempo. São belos demais para que o usemos agora. Vendi meu relógio para comprar-lhe os enfeites”.
Nesta história, cômica e patética, os presentes são um símbolo do amor profundo que existe entre os dois. Cada um sacrificou algo muito querido para comprar para seu companheiro um presente apropriado. Mas ao trocar os pacotes, vêem que não há mais relógio ao qual pendurar a corrente, nem há mais cabelos castanhos para adorná-los com os enfeites. Ambos os presente tornaram-se inúteis para eles. Um casal jovem e moderno diria que se houvessem tomado a precaução de conversar de antemão sobre os presentes, haveriam se prevenido de um gasto inútil. Mas a história põe em relevo algo que transcende esse tipo de lógica calculista: ilustra a beleza do amor profundo entre dois seres que compartilham a vida.
O amor indestrutível irradia a beleza de um destino compartilhado.
O amor pode adotar um milhão de formas distintas. Às vezes, para quem olha de fora, o marido parece ser insuportavelmente autoritário e, no entanto, o casal se mantém unido com um grau de harmonia surpreendente. Em outros casamentos, a mulher sempre parece impor sua vontade, e não obstante, a convivência transcorre fluindo em clima de paz. Na realidade, as aparências externas não são importantes. Tenho sentido, sempre, que quando um casal compartilha durante um longo tempo as alegrias e os dissabores da vida, entre ambos se forma um vínculo muito profundo, que não pode ser cortado por forças externas. Não estou falando do amor direto e aberto que circula num casal jovem, mas de um sentimento muito vasto e profundo, arraigado em um destino compartilhado e construído a dois.
Tenho visto este tipo de amor em uns vinte ou trinta casais mais velhos, e tenho sentido a atmosfera de indescritível plenitude e maturidade que estas pessoas irradiam ao seu redor. Nestes casais, não encontraremos as lamentações de certas pessoas idosas. E ainda que tenham tido uma vida difícil, em seu rosto não há indício, nem um tom de tristeza. O que transmitem é uma poderosa sensação de segurança de si mesmas e independência: a que colheram duas pessoas que conseguem atravessar juntas as horas mais difíceis da vida, agradecidas e conscientes do tempo lhes resta para seguir caminhando juntas.
Em uma boa convivência, o apoio do companheiro se baseia na valorização, na confiança e no agradecimento ao invés dos inimigos maiores que atentam contra o desenvolvimento do ser querido: a queixa, o capricho, a crítica e o menosprezo. Qualquer mulher que se baseie numa fé firme e comprometida poderá desenvolver sua sabedoria inata e a manifestará com palavras positivas e calorosas. Se me permitem uma observação, os benefícios de um coração caloroso e encorajador só se têm a longo prazo, mas as conseqüências de uma atitude fria, ingrata ou queixosa sente-se imediatamente.
Nitiren Daishonin disse que quando somos encorajados e elogiados, desejamos nos sacrificar ilimitadamente e não economizamos esforços para isso. Mas quando somos censurados, o ressentimento nos leva a causar a nossa própria ruína. Tal, disse Buda, é o valor das palavras de encorajamento.
A fé se traduz em um coração profundo e sábio, propenso a valorizar o esforço alheio e gerar boa vontade no ambiente ao seu redor. Esta sabedoria encontra expressão de maneiras concretas, e é a que nos conduz a mudar nosso enfoque quando estamos equivocados. Em suma, é o que determina uma diferença crucial para a convivência: a que há entre oferecer soluções e acrescentar problemas. Isso, falo como homem: quando o marido chega em casa extenuado e carregado de tensões, ao fim desta “guerra” que é luta pelo sustento, lhe asseguro que o que mais necessita é atenção, diálogo e encorajamento: estas são as coisas que permitem, no dia seguinte, seguir desdobrando-se em seu esforço e sua capacidade.
Ao mesmo tempo, quando os filhos retornam da escola, o que desejam receber é a ternura e a harmonia de sua mãe. Ao escutá-los e abraçá-los com paciência, ela consegue fazer com que sintam que “está tudo bem”, ainda que o dia de aula tenha sido povoado de maus momentos e das dores de crescimento. `As vezes não saber detectar estas duas funções leva as mulheres a descuidos, assoberbadas que estão pelos atropelos da vida cotidiana.
Eu entendo bem a situação: chegam extenuadas pelo dia de trabalho e apenas têm forças para lutar contra o seu próprio cansaço. Não lhes parece justo ter que atender, em primeiro lugar, os outros. O coração de esposa e de mãe se fecha, e isso produz um dano para toda a família, como uma instalação que fica sem um fio ligado à terra. Mas o amor é uma força muito poderosa que a mulher leva consigo. Quando as mulheres saem em busca desse coração e superam as tendências negativas, são elas mesmas as primeiras a se sentirem melhor e, quase de forma instantânea, a família parece voltar a resplandecer e a crescer em equilíbrio.
A mulher é, por natureza, protetora da vida e criadora de valores. Por isso protege e defende a paz e a harmonia, consciente do muito que está em jogo. Essa função harmonizadora é um fator primordial para edificar uma convivência frutífera e duradoura. É a chave do casamento e do lar.
A harmonia é felicidade em si mesma.
Se a felicidade é o sentimento a que todos aspiramos em nossa vida individual, então a harmonia é a forma que as pessoas têm de serem felizes quando estão juntas, sejam apenas duas ou uma grande multidão. É a capacidade de harmonizar os quatro estados baixos: Inferno, Fome, Animalidade e Ira. Quando nossa vida joga âncoras em qualquer uma dessas condições subjetivas, não só é impossível harmonizar, como também encontramos um certo gozo perverso no conflito e na desarmonia. Nossa consciência moral nos diz que deveríamos harmonizar, nosso coração nos adverte que estamos sofrendo, mas assim como em todo resto, nos estados baixos sentimos apego pela confrontação e pela discórdia.
Quando vivemos sem quebrar os limites que nos impõe nossa debilidade, atuamos e reproduzimos padrões de desarmonia., que não só se referem à conduta, como também às palavras que saem de nossa boca e aos pensamentos que povoam nossa mente.
Para criar harmonia não basta fazer uma declaração de vontade nem empreender um esforço intelectual. O desejo espontâneo e genuíno de harmonizar, de ser feliz com os outros, só é possível quando elevamos o estado de Vida. Neste desafio permanente, cada mulher faz emergir os recursos da Budicidade que leva consigo.
Na realidade, a harmonia entre os seres humanos não é um estado exterior nem é uma função das circunstâncias, senão o esforço que nasce em cada um de nós. Por isso, mais que a harmonia, o que conta é a capacidade de sua conquista que exige um trabalho permanente de autodisciplina e de estrita observação interior. A ausência de harmonia produz angústia e incerteza no coração da mulher. E sua causa fundamental é a ruptura entre o “eu” e o resto do mundo. Quando estes laços se quebram, o espírito cai até os estados mais baixos. As situações cotidianas se enchem de sofrimento e as relações se contaminam de inimizade. A harmonia, pelo contrário, produz uma alegria indescritível. O Sutra de Lótus elege uma imagem perfeita para descrever a harmonia, quando mencionamos a sincronia entre a dança e a música. Nenhum de nós existe só; todas as pessoas que nos rodeiam são parte de nós mesmos. Já que somos nós mesmos quem geramos e definimos nosso meio ambiente circundante, nosso coração “salta de júbilo”, “nos colocamos de pé e nos lançamos a dançar”, e assim “brincamos de felicidade”.
A verdadeira harmonia jaz dentro da mulher. Não é algo que devemos esperar dos outros nem que possa mandar que os outros a tenham. Por isso, o presidente Josei Toda dizia: “A chave da união harmoniosa jaz no espírito de levantar-se por decisão própria, sem depender de nada e nem de ninguém.”

IKEDA, Daisaku, * Extraído de “A arte de ser humano”, 1998,





Brasil, Seja Monarca do Mundo!

24 07 2007


Brasil, Seja Monarca do Mundo!

Um tributo aos meus companheiros, exemplos
de harmonia para o futuro da humanidade



Oh! Brasil!

Terra natal do meu coração,

amigo que me aquece a alma,

chão celestial da minha vida!

Oh! Brasil!

És minha vida!

Teu levantar impávido

abriu o caminho glorioso

do Kossen-rufu mundial!

Viva, Brasil!

Meu amado Brasil!

Sublime nação do ser humano!

Ainda se aconchega em meu peito

a doce luz do verão de 1993

que banhava Itapevi,

cidade vizinha de São Paulo.

Ali por fim conheci

o castelo do tesouro,

o Centro Cultural Campestre

com seu exuberante jardim.

A filosofia e a amizade

ali são flores

banhadas pelo orvalho da sinceridade.

O fulgor dourado das acácias,

quaresmeiras roxas e rosadas,

vitórias-régias em flor,

brancos lótus tropicais,

mais de cem mil cosmos,

hibiscos, begônias, girassóis…

Todos plantados com dedicação

nos bosques e nas colinas,

florescem radiantes

com todo o esplendor do verde louro.

Ainda me recordo quando sugeri

aos jovens a quem confiei o futuro:

— Vamos dar nome a estas colinas

e àquelas montanhas.

Eles responderam com sabedoria:

— Montanha Mestre e Discípulo!

— Colina Pôr-do-Sol!

Foi um momento de perfeita harmonia.

Com a beleza de uma obra de arte,

a Colina Pôr-do-Sol se acendeu

escarlate naquela tarde.

Puro esplendor era o poente,

enquanto a Montanha Mestre e Discípulo

mostrava orgulhosa

seu aspecto majestoso.

Foi quando escrevi: “Sol e bosque são radiantes

na Montanha Mestre e Discípulo

que observa nossa felicidade!”

“Vejo na Montanha Soka

o permanente alicerce

do futuro que nunca se acaba.”

Nada mais belo

do que o reino luminoso

da confiança entre os homens.

Nada mais respeitável

do que o juramento eterno

entre mestre e discípulo.

Disse-me Athayde,

o defensor dos direitos humanos:

— Tanto no Ocidente

como no Oriente,

a mais preciosa virtude

é a confiança no ser humano

cultivada a cada instante

pela crença na relação

entre mestre e discípulo.

A verdadeira crença

eleva e une os homens,

abre e une os corações.

Mestre e discípulo

— a solidariedade verdadeira

entre os seres humanos.

Eis por que a relação

entre mestre e discípulo

é espírito de procura,

desenvolvimento constante

e uma relação eterna.

Kossen-rufu é batalha de mestre e discípulo.

Buda é quem vence infalível

e Brasil é esperança absoluta.

Oh! Brasil!

De tua filha,

a índia Iracema,

e do português Martim

nasceu o valente Moacir.

Diz a lenda que desse casal

descende multidão de brasileiros.

Comunhão de raças,

convivência humana,

sonho da democracia racial —

são ideais que fincaram raízes no Brasil.

Quanto mais te conheço,

quanto mais te visito,

mais palpitante fica meu coração

perante teu poderoso encanto.

O samba, a alma de teu povo.

O Carnaval, a energia de tua gente.

Todas as raças cantam e dançam juntas

na maior festa popular do mundo.

Por que no Brasil

surgiu uma cultura popular

tão autêntica e cheia de paixão?

Ela é a flor e o fruto

de sua turbulenta história

de quinhentos anos.

O anti-humanismo,

o terror da opressão,

a fibra de seu povo soube vencer.

Essa é sua origem.

Nasceu do sofrimento

e da perseverança que venceu

a cobiça secular em busca do ouro.

Por isso proclama orgulhoso:

— Sou teu povo heróico e imbatível!

Por maior que seja o poder,

por mais forte que seja a violência,

nada poderá dominar

a alma altiva do homem.

Um povo autêntico

pode até ser humilhado,

mas nunca destruído.

Quanto mais escarnecido,

mais forte se levanta.

A história da humanidade

aguarda perseverante,

como aurora que se ergue,

a vitória de um povo

sobre seus opressores.

Sua gente heróica move a história

e é a força que abrirá o futuro.

Jorge Amado,

o mestre da literatura brasileira,

enaltece a convivência

harmoniosa das raças

como a dádiva mais rica dos brasileiros

para a causa do humanismo.

Qual o bem fundamental

que pode o homem deixar

para o futuro da humanidade?

Tão simplesmente o rumo,

o claro e seguro rumo,

para a conquista mais digna

da condição humana:

a convivência solidária das raças.

Oh! Brasil!

Amigos que tanto amo!

A jornada que escolhemos

não é de sossego nem de mágoas.

É o caminhar seguro e valente

desfraldando a bandeira da esperança,

do otimismo e da convicção!

Não faz mal que seja pouco,

o que importa é que o avanço de hoje

seja maior que o de ontem.

Que nossos passos de amanhã

sejam mais largos que os de hoje.

Que sejam humanistas de braços fortes

em luta solidária

com as pessoas deserdadas.

Atuem agora e vivam o presente

com a certeza de que neste exato instante

está se erguendo o futuro.

Deixem seus méritos gravados

na história de suas contínuas vitórias!

A dificuldade no momento presente

será a glória em seu futuro!

O desbravar do caminho do novo século

será proporcional a sua caminhada!

Jamais esquecerei

o amigo que luta pela paz,

a amiga que incentiva os companheiros

e o nobre labor compenetrado

no palco sem desejo de palmas e ovações.

Oh! filhos do leão!

Os que no Brasil jamais se abalaram

ante a covardia e a ingratidão

de animais disfarçados em mantos clericais,

larápios que usurparam a nobreza do budismo.

Bonzos decadentes lá em cima

e embaixo os membros fiéis

que caminham na retidão:

— Heresia que profana

o sonho brasileiro

da igualdade entre os homens.

Oh! Brasil!

Em ti floresceu a justiça da Lei Suprema,

porque aprendeste o ensino sagrado:

“Quando bonzos hereges incitam

milhares de seres a banir o sábio,

aquele que mantém em seu coração

o espírito do rei-leão

certamente se tornará um buda.”

Oh! Brasil!

Venceste!

Venceste em tudo!

Impávido triunfo conquistaste!

Em Curitiba

a primeira Praça Makiguti do mundo!

No Estado de São Paulo

a primeira Rua Toda do mundo!

Em Londrina

o honroso Parque Ecológico Ikeda!

Do Rio de Janeiro

a homenagem em louvor à Soka

Tomando a vanguarda do mundo.

E na poética terra do Amazonas

se expande a profunda amizade e confiança.

Em todo o mundo se distingue o Brasil

com mais de cem homenagens.

Aqui e ali, em todos os recantos,

desponta o esplendor de mestre e discípulo Soka

exaltando o alto valor de Makiguti e Toda.

Uma pessoa disse admirada:

— No mundo inteiro,

o Brasil é o maior Castelo dos Três Mestres!

Eis a prova inabalável

que espelha orgulho:

a dedicação de meus companheiros,

cidadãos de bem,

estreitando os laços da convivência confiante.

Não tenho sombra de dúvida

que a boa sorte desse labor

se estenderá por todas as existências

de geração a geração.

Quem decidiu a vitória colossal

do Kossen-rufu mundial no século XX

foram meus companheiros do Brasil.

E o descortinar do triunfo no século XXI

foi abrilhantado também com galhardia

por meus gloriosos companheiros do Brasil.

O sábio Darcy Ribeiro

conclui em seu O Povo Brasileiro:

“Estamos nos construindo na luta

para florescer amanhã

como uma nova civilização,

mestiça e tropical, orgulhosa de si mesma.

Mais alegre, porque mais sofrida.

Melhor, porque incorpora em si

mais humanidade.

Mais generosa, porque aberta à convivência

com todas as raças e todas as culturas

e porque assentada na mais bela e

luminosa província da Terra.”

Meus amigos!

No futuro do Brasil não cabe

nem pessimismo nem desilusão.

No horizonte de sua jornada

fulgura sem fim

o azul do céu profundo

de glórias e esperanças.

“A voz executa o trabalho do Buda.”

Eis nossa poderosa arma —

o diálogo sincero,

o rugido corajoso do leão.

A sagrada escritura exalta:

“A Lei não se propaga por si mesma.

Por ser propagada pelas pessoas,

tanto a Lei como as pessoas

tornam-se dignas de respeito.”

Oh! meus amigos!

Por mais distantes que estejamos

nunca estamos separados,

mais próximo está nosso coração.

Percorramos juntos eternamente,

sublimes companheiros do Kossen-rufu,

pela grande estrada dourada

de paz e felicidade.

“À minha existência, viva!

Sou eu de vitórias mil!”

Levantemos este brado retumbante

pela glória do trabalho triunfante.

Avancemos juntos

na marcha alegre e vitoriosa

ao compasso de união incomparável

rumo ao ano 2010 —

Cinqüentenário do Kossen-rufu do Brasil!

Que haja saúde em ti,

vanguardista do novo milênio!

Que haja vitória em ti,

Monarca do Kossen-rufu mundial!

Que haja perene prosperidade

na terra natal de meu coração,

Brasil que se ergue soberbo!


Em 22 de julho de 2001.

Na data da honrosa outorga

do título de Cidadão Honorário

da Cidade de Itapevi, Estado de São Paulo,

no Memorial Makiguti de Tóquio.

Oro do fundo de meu coração

pela felicidade, saúde e longevidade

cada vez mais abundantes

de todos os companheiros do Brasil,

meus tão preciosos amigos.

Ofereço também minhas profundas orações

a todos os respeitáveis beneméritos

que faleceram durante a jornada

do Kossen-rufu do Brasil.

Espelhando minha maior alegria

e a mais intensa esperança

na expectativa de novamente

visitar a amada terra do Brasil,

junto as mãos em oração.

Do poeta laureado do mundo.

Daisaku Ikeda






Los Simpsons

23 07 2007
LOS SIMPSON
Los Simpson Titulo: Los SimpsonTitulo Original:

The Simpsons MovieGénero:

Animación, ComediaNacionalidad:

USAAño:

2006

 
Director: David Silverman
Guion: Matt Groening, James L. Brooks, Al Jean, Ian Maxtone-Graham, George Meyer, David Mirkin, Mike Reiss, Mike Scully, Matt Selman, John Swartzwelder
Reparto: [Voces Originales] Dan Castellaneta, Julie Kavner, Nancy Cartwright, Yeardley Smith, Hank Azaria, Harry Shearer, Pamela Hayden, Tress MacNeille, Albert Brooks, Minnie Driver
Sinopsis: Adaptación de la serie de animación más larga de la historia de la televisión tras 18 temporadas en antena.
Todo comienza con Homer, su nueva mascota, un cerdo, y un silo lleno de excrementos que tiene una fuga – una combinación que desencadena un desastre distinto a todo lo que Springfield haya experimentado jamás. Mientras Marge está indignada por la monumental metedura de pata de Homer, una turba vengativa cae sobre el hogar de los Simpson. La familia se escapa por los pelos pero no tarda en quedar dividida por el conflicto, además de separada físicamente.
A la ciudadanía de Springfield le sobran motivos para pedir la cabeza de Simpson. La calamidad provocada por Homer ha llamado la atención del presidente de los EE.UU. Arnold Schwarzenegger y del jefe de la Agencia de Protección Medioambiental, Russ Cargill. “Usted sabe, señor”, dice Cargill al presidente, “que cuando me puso al frente de la APM, le aplaudieron por haber designado a uno de los hombres de mayor éxito de América para hacerse cargo del organismo gubernamental más fracasado. Y, ¿por qué acepté el puesto? Porque soy un hombre rico que quería devolver algo a la sociedad. Dinero, no; pero sí algo”. Ese “algo” es un plan diabólico para contener el desastre.
Mientras el destino de Springfield y el del mundo permanecen indecisos, Homer emprende una odisea personal de redención – buscando el perdón de Marge, la reunión de su dividida familia y la salvación de la ciudad donde vive.
Fecha de Estreno: Jueves, 26 de Julio de 2007Ver Lo mejor del Movie Aquí:





Transformers y poder Norte-Americano

23 07 2007
Fonte: ReutersCom a produção assinada por Steven Spielberg, “Transformers”, o aguardado filme baseado nos brinquedos que fazem a alegria das crianças, chegou aos cinemas no país na quarta-feira com mais de 500 cópias, mas a estréia oficial só ocorrerá nesta sexta-feira.

A decisão de antecipar a data de apresentação foi tomada pelas grandes empresas exibidoras seguindo o exemplo de “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, que estreou numa quarta-feira.

Durante as semanas que antecederam o lançamento, as cenas de ação veiculadas nos trailers chamaram a atenção. E, nesse ponto específico, dificilmente os espectadores poderão se queixar.

Baseada nos brinquedos homônimos vendidos no início dos anos 1990, a produção traz às telas robôs gigantescos, chamados Autobots, que lutam contra vilões de sua própria espécie para salvar a Terra e poder viver em harmonia com humanos. Tudo isso com um arsenal bélico superior às mais avançadas armas de países desenvolvidos — um deles facilmente destrói, em poucos segundos, uma base militar americana.

Após uma rápida apresentação de uma obscura guerra galáctica, o filme começa de forma irreverente, ao mostrar as agruras pelas quais Sam Witwicky (o jovem ator em ascensão em Hollywood, Shia LaBeouf) passa para comprar seu carro novo e conquistar uma namorada. Pautado em um humor adolescente, o personagem ignora que seu novo automóvel é, na verdade, um soldado robô disfarçado, cuja missão é defender a vida do rapaz a qualquer custo.

Apenas com a chegada dos vilões, os chamados Decepticons, o segredo é revelado: Sam possui um par de óculos pertencente a um parente aventureiro, no qual há um mapa gravado na lente, que revela a localização de um enigmático objeto, que poderá dar poderes absolutos aos robôs para destruírem a Terra.

Enquanto o garoto passa pelas mais diferentes agruras, militares e a presidência dos Estados Unidos devem enfrentar outros transformers maus, que tentam a todo custo invadir os arquivos ultra-secretos do país em busca de informações. Ao que tudo indica, o governo americano já tinha acesso ao tal objeto, tal como o completo conhecimento dos robôs, em uma espécie de conspiração que explicará até o poderio econômico dos Estados Unidos.

Mas a mirabolante trama criada para dar vida aos antigos brinquedos possui falhas que afetam a estrutura narrativa do filme. Durante seu desenrolar, situações inusitadas e soluções estapafúrdias levantam uma série de dúvidas, sem qualquer explicação aparente.

Ao mostrar duas frentes de ação paralelas, a idéia passada por “Transformers” é a de que luta para conquistar dois públicos distintos: o adolescente, por meio da personagem juvenil, e o adulto, ao apostar em cenas de batalha corpo a corpo no Oriente Médio. Ao não decidir para qual lado vai pender, a obra se perde, principalmente quando esses mundos se cruzam.

O diretor Michael Bay parece ter se especializado em produções que, apesar de bem realizadas, sofrem do mesmo mal: deficiências no enredo. Mas isso não impede que surjam projetos milionários para o cineasta. São dele também os filmes “Pearl Harbor”, “Armageddon” e “A Ilha”.•

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